Conhecimento ou Experiência ?

Os profissionais do mundo corporativo se confundem ao falar de conhecimento e experiência. Na realidade, o sentido das palavras é distinto.

O conhecimento refere-se a algo que podemos aprender por intermédio de outra pessoa, na maioria das vezes trata-se de teorias e técnicas para se lidar com uma possível realidade.

Existem pessoas que, mesmo vivenciando um determinado problema por várias vezes, não conseguem lidar com a situação e passam anos na mesma função, na mesma empresa, com os mesmos paradigmas. Para esses casos, dizemos que essas pessoas vivem na mesmice ou que são medíocres (no sentido de medianas).

O conhecimento tem um ponto em comum com a experiência. Ninguém poderá tirá-lo de nós, é algo que depois de adquirido se torna uma força, uma referência para a nossa vida, nos faz lidar com as adversidades do dia a dia e superar nossos limites. Cada profissional armazena um conhecimento específico e necessário para o seu desenvolvimento, e muitas vezes buscamos esse conhecimento viajando para outros países, trocando de emprego, fazendo alguns cursos. Quanto mais conhecimento adquirido, maior o valor intelectual e o reconhecimento.

A experiência, por sua vez, é a junção de todo o conhecimento armazenado durante a vida com a ação de colocá-lo em prática.

•          Podemos entender o que é fome sem ter passado fome?

•          O que é vitória, sem ter vencido algum torneio ou batalha?

•          O que é amor, sem ter amado?

•          Traição, sem ter sido traído?

Ser experiente não é ser idoso, nem ser chefe, nem ter muitos anos dentro de uma organização. Ser experiente é ter vivenciado muitas situações diferentes, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal. Com a experiência é possível lidar melhor com as pessoas, entender as atitudes, as derrotas, os sucessos e, se for preciso, reverter cada situação olhando para a frente e de cabeça erguida.

Quando um líder tem medo de perder seu cargo e de delegar tarefas para seus subordinados, esse líder sofre de dois males: a falta de experiência e a incompetência. Sempre existirá tempo para corrermos atrás do conhecimento e quebrarmos barreiras para a experiência. Não morra do mesmo mal, tenha atitude e criatividade, mude o seu futuro ainda hoje.

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Entrevista de Emprego

Acho que não encontrarei ninguém que tenha participado de tantas entrevistas de emprego como eu participei durante todo o meu histórico profissional. Foram entrevistas para pequenas, médias e grandes empresas, desde processos de aproveitamento interno até recolocação no mercado.

Foram várias dinâmicas de grupo, testes e reuniões com executivos que até perdi a conta. Tantas vezes ouvi a palavra PERFIL e escutei diversos tipos de perguntas sem sentido que, sinceramente, enjoei de ouvir que estava fora do perfil ou que estava muito além do perfil. Mais do que tudo, a rigor, eu queria era um emprego para sustentar minha família e pagar minhas contas.

Percebi, com o tempo, que contratar pessoas que estejam muito além do perfil traz uma consequência enorme: a desmotivação rápida. Eu não pensava nisso antes, porque sempre tive comprometimento e senso de lógica, pois é óbvio que, se sou uma pessoa comprometida e tenho ética, não vou iniciar um trabalho esperando uma promoção para um ou dois meses.

Tenho de ter um objetivo de crescimento de dois ou três anos à frente, mas infelizmente a grande maioria das pessoas quer retorno imediato. É a velha história, por exemplo, do empresário que quer abrir um negócio e ter retorno no outro dia, sendo que a experiência diz que o retorno vem com o fruto do seu desempenho e com um excelente plano de marketing e de ação, o que pode durar de cinco a dez anos.

Mas o que seria realizar uma entrevista ou um teste digno de elogio?

É simples: devemos ser sinceros.

O problema, porém, é que quem participou de dinâmicas e entrevistas sabe que a sinceridade é uma faca de dois gumes para o candidato. Então, por exemplo, a pessoa passa a mentir ou a se moldar a cada perfil de empresa e de entrevistador, ou as pessoas que participam de muitas entrevistas tendem a descobrir o que o entrevistador quer ouvir logo e daí começa o jogo. As pessoas mentem tanto que às vezes, após certo tempo, a mentira se torna verdade para ela, fazendo-a se esquecer da verdade legítima.

O pior é que muitos entrevistadores caem na conversa e às vezes até sabem que estão sendo enganados, mas usam a percepção para aprovar ou não o candidato. Quando isso ocorre, podem acontecer duas coisas: ele pode se tornar uma grande furada, um desastre, ou pode até dar certo. Pergunta-se:

Por que pode dar certo se a contratação foi uma mentira?

Porque às vezes as pessoas são conhecedoras de uma determinada função mas nunca a desempenharam com registro em carteira. Então, sem comprovação, passam a mentir.

Vejamos um caso interessante para analisarmos. As dinâmicas normalmente são para selecionar candidatos a cargos operacionais, mas, quando falamos de cargos executivos, a maioria das empresas utiliza somente entrevistas com a gerência e a diretoria. São várias entrevistas dentro da empresa ou mesmo fora, por intermédio de empresas que aplicam testes que medem o famoso PERFIL do candidato.

Um grande erro que percebo nesses processos é que a consulta sobre antecedentes criminais para um executivo geralmente não acontecem, nem sequer solicitam a carteira profissional para comprovar todas as empresas citadas no seu currículo e na entrevista. Para mim, não existe coerência em tal procedimento.

As pessoas não mentem só sobre competências, elas metem também sobre o salário, o motivo por terem saído da empresa anterior, entre outros pontos. O importante é saber que não importa o grau da mentira, pois a pessoa que mente sobre suas competências não está apenas se enganando quanto ao emprego desejado, ela será notada e demitida muito rapidamente.

As pessoas que mentem porque não tiveram uma oportunidade de registro ou promoção − embora desempenharam a função em algum momento − assumem um grande desafio: provar e ter de se superar, todos os dias, para se manterem empregadas.

Depois de tantos anos ouvindo sobre o PERFIL dos candidatos, decidi me graduar em Recursos Humanos e entender um pouco mais sobre esta delicada palavra que elimina tanta gente nos processos seletivos, e que, por incompetência de muitos RHs, os candidatos ficam sem saber por quê.

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De onde vem a “Criatividade”

As pessoas criticam o uso obsessivo dos videogames e os pais proíbem seus filhos a um progresso implícito nesse tipo de diversão. Na realidade, deixam de analisar a prática dessa ferramenta como uma estratégia de crescimento emocional e intelectual.

O videogame se tornou uma ferramenta eficiente e eficaz para se aguçar a criatividade por intermédio da diversão, pois a cada fase o jogador é inserido em um mundo com novas dificuldades e novos cenários. A cada derrota, por sua vez, ele é obrigado a buscar outra alternativa para a situação e também criar uma saída para atingir suas metas.

No dia a dia empresarial é comum que as pessoas após uma derrota, uma dificuldade ou um erro fiquem desmotivadas e até desistam de seus objetivos. Contudo, o videogame transformou as gerações X e Y em uma geração criativa, dinâmica e objetiva.

Outra ferramenta que passa de forma despercebida pelas pessoas é o cinema. Ao assistir a um filme é comum que as pessoas comentem sobre a história, a interpretação de um artista ou a sala de apresentação, mas deixam de fazer uma retrospectiva do ensinamento que aquele filme trouxe para o seu dia a dia.

Por intermédio de suas histórias fictícias, que às vezes são reais, o cinema nos transporta para um mundo transformador no qual tudo pode ser criado e realizado. Conseguimos visualizar situações que já vivenciamos e outras que iremos vivenciar, e o autor nos ajuda a encontrar uma luz para cada dificuldade, uma solução para nossos negócios pessoais e profissionais.

A cada dia me pergunto o seguinte:

Como poderemos ser agentes transformadores se não nos mobilizamos para tal ação?

Essa transformação só acontecerá com a mistura do conhecimento e a vivência. Quanto mais situações vivenciarmos maior é a chance de tirarmos de letra os desafios do futuro.

“A criatividade é fazer diferente, é buscar soluções lógicas que às vezes não são percebidas, é ter atitude num momento em que todos teriam medo de agir.”

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