Seleções X Organizações

Muitas vezes tiramos lições de onde nunca achávamos que poderíamos.

As empresas deveriam aprender com o resultado final da seleção brasileira de futebol.

Os jogos que assistimos da seleção brasileira de futebol este ano, pôde nos ensinar muito mais do que pareceu.

Tínhamos 23 jogadores de alto nível técnico e profissional, um líder que trás em seu currículo 50% de sucesso de tudo o que fez e mais um título da copa do mundo de 2002.

Se fizermos uma analogia entre seleção e a forma com que as organizações conduzem seus negócios no Brasil, poderemos chorar como algumas pessoas fizeram na derrota da seleção ou utilizar como aprendizado para começarmos a repensar o futuro.

Qualquer semelhança é pura coincidência:

  • Contratar um líder com bom histórico, oferendo diversas limitações e esperar que ele resolva todos os problemas.
  • Ter muitas estrelas dentro da mesma equipe, que tenham mais poder do que o líder.
  • Ter muitas estrelas no mesmo local, e esperar que elas se espelhem uma nas outras, isso é difícil de acontecer, pois o normal é que elas disputem volume de luz no ambiente.
  • Acreditar que só porque todos são estrelas consagradas, não precisem se reunir e treinar com maior frequência.
  • Ter uma equipe e um líder que acredite que tudo dará certo, sem planejamento e estratégia.
  • Acreditar que uma estrela mais luminosa dentre as outras, consiga mudar o resultado de uma equipe.
  • Achar alguém para colocar a culpa ao invés de dividir com todos os integrantes a culpa pelo resultado da equipe.
  • Permitir que o líder ao perceber seu erro não tenha outras estratégias (plano B, plano C, etc…).
  • Manter assistentes que tenham medo de alertar um erro do líder.
  • Permitir que o líder não tenha substitutos de qualidade para cada um da equipe, ou seja, na ausência de uma estrela da equipe a empresa correr o risco de parar ou perder dinheiro até que essa estrela seja substituída.

Essas falhas primárias, justificáveis ou não, talvez ainda aconteçam, porque algumas empresas mesmo cometendo esses erros ainda atingem suas metas. Sendo assim, ficam algumas perguntas sem repostas:

Por quanto tempo? Sorte? Momento? Mercado? O que dizer?

Quem sabe se o Felipão em 2002 já cometia esses erros e só agora que perdemos um titulo é que conseguimos entender onde estão os gaps dessa fraca administração.

Marcelo Salvo

Posted in Gestão | Tagged | Leave a comment

Ainda Vivemos

No Brasil ainda vivemos um ciclo onde os errados pensam agir corretamente, deixando os colegas de trabalho descrentes de uma política de justiça e muitas vezes confusos sobre o que é realmente ser certo ou errado, a situação se agrava quando essas pessoas são líderes, e ensinam da forma que acreditam ser a certa aos novos integrantes da equipe, encadeando um ciclo vicioso de ensinamento e aprendizagem.

Ainda vivemos um momento dentro das organizações, onde quem traz resultado, independentemente de sua idoneidade e compromisso com a empresa onde trabalha, se mantém empregado sem grandes riscos de ser demitido.

Ainda vivemos em um mundo corporativo totalmente preso pelos resultados visíveis e mensuráveis por ferramentas virtuais que ainda não analisam atitude, sentimento, credibilidade do indivíduo, compromisso, ética, etc… Essa função deveria ser dos líderes, mas esses estão focados na mesma ferramenta de controle, e ignoram suas equipes e a satisfação de seus clientes.

Ainda vivemos com colegas de trabalho com pensamentos distorcidos, completamente desalinhados com os objetivos da empresa e da equipe, eles seguem somente os seus objetivos de crescimento, de autodesenvolvimento e de uma necessidade enorme de que tudo seja rápido a seu favor.

Ainda vivemos fortes conflitos de gerações e culturas, gerando falta de respeito entre profissionais, uma constante disputa por resultados individuais, uma competição interna que é vista e às vezes até motivada pelos líderes ou empresários em busca de melhores resultados financeiros.

E por que eu digo ainda vivemos? Porque eu quero acreditar que um dia, poderemos corrigir esse enorme gap que existe entre o que é difundido em salas de aula, revistas, livros especializados, palestras, treinamentos e a realidade organizacional.

Uma realidade que penso estar levando as organizações para baixo, transformando a força trabalhadora em uma geração desmotivada e calada pela necessidade de se manter empregada e transformando o que poderia ser o grande auge do século 21, em um trabalho de baixo rendimento da maioria dos profissionais.

Poderemos sim mudar, criar, evoluir, inovar, desaprender e reaprender, sem medo de perder o emprego, desde que essa visão venha de cima, como um efeito cascata.

O pensamento dos novos empresários para se manterem nesse mercado competitivo e a atitude dos funcionários para continuarem empregados, se fundem criando um novo mercado de trabalho, com uma nova e pequena visão de futuro, tudo pela sobrevivência, tudo sem medir as consequências.

Talvez possamos ainda mudar esse cenário, mas será que é isso que todos querem ? será que alguém está enxergando isso? será que o futuro nos guarda uma reviravolta ? será que as pessoas já não acostumaram com essa realidade?

Posted in Gestão, Motivação | Tagged , , , , , , | Leave a comment

O Triângulo dos Planos de Saúde no Brasil e a Bolha que pode Explodir

O Primeiro lado do triângulo é o governo, por intermédio da agência nacional de saúde (ANS )que não consegue administrar a saúde no país e com isso joga toda essa responsabilidade nas costas das operadoras e seguradoras ainda existentes.

O Segundo lado do triângulo são as operadoras e seguradoras que por sua vez ficam com a responsabilidade de comercializar planos com a característica estipulada pela agência nacional de saúde (ANS) sem flexibilidade e possibilidade de oferecer opções para cada público existente.

A Agência nacional, querendo mostrar trabalho, impõe regras para beneficiar a população brasileira, mas regras que não protegem todos os lados, ou seja, cria-se uma ideia de que estão protegendo, mas ao mesmo tempo as operadoras e seguradoras utilizam da fragilidade de regras mal estruturada, aumentando o valor dos planos comercializados ou retirando da comercialização planos que estejam sendo regulados pela ANS ( como o caso de Planos de Pessoa física ).

Do Terceiro lado do triangulo, ficam os prestadores de serviço, como os hospitais e laboratórios que utilizam o índice VCMH ( variação dos custos médicos e hospitalares ), como base de seus reajustes nos serviços prestados para os beneficiários das operadoras e seguradoras, reajustes esses que ultrapassam a inflação e qualquer outro índice de reajuste da moeda no país.

Muitas vezes utilizam a moeda dólar como justificativa de aumento, mas quando o dólar não tem oscilação crescente, voltam a falar de VCMH, ou seja, essa conta não é clara para ninguém, ficando visível o abuso nos reajustes e o oportunismo da “bolha da saúde”.

No Núcleo do triângulo, estão os chamados por algumas operadoras e seguradoras de beneficiários ou usuários, esquecendo completamente que são seus clientes. Todos esses aumentos incontroláveis dos valores anuais acabam onerando o bolso do consumidor final, seja pessoa física ou jurídica.

Nenhuma das partes propõe uma união ou acordo para corrigir esses abusos e exageros, todos eles esperam explodir a chamada “bolha da saúde”, como sempre a cultura brasileira é agir somente quando não tem mais jeito de se ganhar e quando as empresas começarem a ter prejuízo, ou seja, quem inovar ou arriscar primeiro pode ter grande vantagem competitiva em relação aos outros, mas quem será o primeiro? Quem terá coragem de mostrar na sua estratégia que mudar poderá ser um investimento futuro? o cliente ?

Se o SUS (sistema único de saúde) ficar com a carga toda de responsabilidade na administração da saúde de todo o país, prejudicaria todo o triângulo, mas seria isso algo ruim a curto prazo? ou talvez uma forma de todos envolvidos nesse processo começarem a repensar sobre sua participação.

Alguém precisa tomar a frente na inovação e que a concorrência seja feita apenas por diferenciais competitivos, só assim existirá sustentabilidade do mercado de saúde.

Marcelo Salvo

Posted in Gestão, Sem categoria | Tagged , , , | Leave a comment